Gabarito APP 4.Bim. 9HI

“… esse Ensaio sobre a cegueira pode ser lido inversamente como um ensaio sobre a visão. Esses cegos chegaram ao fundo do poço de onde puderam ver surgir suas fraquezas, sua arrogância, sua intolerância, sua impaciência, sua violência, a monstruosidade dos universos concentracionários. Mas assistiram também à sua própria força, à sua solidariedade, à sua generosidade, ao seu espírito revolucionário e à revisão de seus próprios preconceitos. Este, repito, é um ensaio sobre a visão: do outro, das relações humanas, das linguagens e seus clichês, da verdade, do poder e até dos gêneros literários nesse romance que, como se sabe, se quer ensaio. Porque este não é tão-somente um romance cujo assunto é a cegueira, mas também um ensaio entendido como experiência, experimentação que revele a possibilidade de enxergar para além das aparências, para além dos seus próprios limites convencionais.” (SILVA, 1999:  294)

  1. A cegueira tema da obra pode ser caracterizada como patológica ou simbólica? Justifique sua resposta.

R: Simbólica, funciona como metáfora para uma crítica social.

2. Quais, possivelmente, seriam as causas da cegueira social?

R: Individualismo e egoísmo.

3. Retome o texto de introdução e, sabendo da causa da cegueira, destaque do trecho qual seria, portanto a “cura”?

R: (…)Mas assistiram também à sua própria força, à sua solidariedade, à sua generosidade, ao seu espírito revolucionário(…).

Foucault descreveu vários processos de disciplinarização dos corpos em diferentes instituições, como colégios, fábricas, oficinas, conventos e quartéis, demonstrando que a principal característica de tais instituições é a disciplina corporal. Dentre todas as instituições disciplinares, a escola possui a maior abrangência, pois é nela que os indivíduos passam a maior parte da sua formação, até que estejam prontos para a vida adulta.

4. Sobre o trecho acima, qual instituição disciplinar é a mais notoriamente eficaz e por quê?

R: Escola, pois é nela que passamos a maior parte de nossas vidas, ingressando ainda em uma fase de formação crítica e sendo que a mesma atua não só sobre o corpo mas também, e principalmente, sobre os saberes.

Um grupo de cegos denominados pelo narrador como “cegos malvados” percebeu que se usasse da violência poderia extorquir os poucos objetos de importância financeira que porventura ainda estivessem em poder dos demais cegos, sequestrando a comida que era depositada no pátio pelos soldados. Na busca do lucro, mesmo que ilusório, os cegos malvados decidem exigir um pagamento pela entrega da comida.

5. Tal medida descrita pode parecer absurda. O problema é que sendo este ensaio um reflexo do próprio tecido social, o que é notoriamente criticada como absurda é nossa própria prática econômica. Denuncie onde este absurdo verificado na ficção ocorre na prática em sociedade.

R: Em diversos segmentos de economia capitalista, sobretudo nos que se referem à direitos civis ou sociais, ou ainda nos que agem sobre necessidades básicas.

 

 

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Amor Platônico

Ao lado de Fedro, muito provavelmente O Banquete é uma das obras mais importantes da filosofia clássica grega e que exerce forte influência no Ocidente até os dias atuais. Escrito por Platão por volta de 380 a.C., a narrativa faz referência ao filósofo Sócrates, que participou de um “banquete” na casa de Agatão (poeta ateniense) cujo tema principal na roda de conversa girou em torno do conceito de “Amor”.

Aristófanes é o próximo a discursar. Ele fala dos três gêneros que inicialmente povoaram a Terra: o masculino, o feminino e o andrógino (lembremos que tanto na Grécia Clássica quanto na Helenística, o que hoje se define como Homoafetividade era tido como algo corriqueiro, nada extraordinário). Para ele, esses seres eram dotados de inúmeras qualidades (ausentes nos seres humanos atuais) e devido a arrogância desses “superseres”, os deuses tiveram que dividi-los (afinal, se os destruíssem, quem iria louvar/lembrar dos deuses?, lembrou Aristófanes); assim, o Amor estaria atrelado à busca constante de cada um desses novos seres (humanos divididos) por sua “metade perdida”. Ou seja, quem foi resultante do gênero masculino iria procurar outro, também masculino; o mesmo ocorria com os de origem feminina. Quem era do gênero dos andróginos, no entanto, iria procurar o seu gênero oposto (heterormatividade).

Por último, a palavra chega à Sócrates, considerado o mais importante dos convidados. De acordo com o filósofo, “sendo o Amor, amor de algo, esse algo é por ele certamente desejado”. Sócrates alerta para o fato de que este amor só pode ser desejado quando lhe é ausente, e não quando já se tem, “pois ninguém deseja aquilo de que não precisa mais”. Ou seja, o conceito de Amor está atrelado somente àquilo que não se tem. Uma vez conquistado, já não representa mais o objeto de desejo.

 

http://ulbra-to.br/encena/2013/07/20/Amor-Platonico-em-O-Banquete-uma-analise-da-definicao-ampla-do-Amor

Correção 2EM APP1 HIST 2o.Bim

 

  1. (2,0) A imagem acima refere-se a uma das homenagens ao que se pode entender como mito fundador paulistano, as Bandeiras. Em referência a tal movimento histórico cite seus três ciclos.

 R: Preação, contrato e ciclo do ouro.

2. (2,0) A expansão da colonização na América portuguesa, nos séculos XVII e XVIII, ocasionou o surgimento de novas atividades econômicas, de núcleos de povoamento e de caminhos e estradas, como os que compuseram a Estrada Real. Cite a principal atividade econômica que condicionou o surgimento dos caminhos da Estrada Real e identifique os interesses da Coroa portuguesa em controlar esses caminhos, no decorrer do século XVIII.

R: Mineração. Fiscalização, controle e monopólio sobre os impostos.

 

3. Na imagem ao lado, Bolívar, o capitão da equipe de futebol gaúcha do Sport Club Internacional, levanta a Taça Libertadores da América em 18.08.2010. Sobre as semelhanças entre história e futebol, responda:

 

a)      (1,0) Qual a origem da denominação do campeonato sulamericano de futebol interclubes?

R: O nome tem origem no título conferido aos criollos responsáveis pelo processo de emancipação, os Libertadores da América.

b)      (1,0) Qual coincidência pode-se explorar a partir do trecho de introdução e os Libetadores da América, sobretudo na região do Alto Peru?

R: Capitão do clube e o líder da independência têm o mesmo nome, Bolívar.

 

“Fizemos a Itália, agora temos que fazer os italianos”.

“Ao invés da Prússia se fundir na Alemanha, a Alemanha se fundiu na Prússia”.

4. (2,0) Estas frases, sobre as unificações italiana e alemã:

a) aludem às diferenças que as marcaram, pois, enquanto a alemã foi feita em benefício da Prússia, a italiana, como demostra a escolha de Roma para capital, contemplou todas as regiões.

b) apontam para as suas semelhanças, isto é, para o caráter autoritário e incompleto de ambas, decorrentes do passado fascista, no caso italiano, e nazista, no alemão.

c) chamam a atenção para o caráter unilateral e autoritário das duas unificações, imposta pelo Piemonte, na Itália, e pela Prússia, na Alemanha. 

d) escondem suas naturezas contrastantes, pois a alemã foi autoritária e aristocrática e a italiana foi democrática e popular.

e) tratam da unificação da Itália e da Alemanha, mas nada sugerem quanto ao caráter impositivo de processo liderado por Cavour, na Itália, e por Bismarck, na Alemanha.

  1. (2,0) A partir da análise da bandeira abaixo e de seu contexto histórico, assinale a alternativa correta.

a) A bandeira de Minas Gerais traz na figura a tríade de liberdade, igualdade e fraternidade, ideais iluministas, já que o movimento pretendia a emancipação da região frente à metrópole lusitana.

b) A bandeira de Minas Gerais demonstra duas ideologias distintas: os colonialistas e os imperialistas; por fim a República acaba sendo proclamada por Tiradentes, influenciado pelo Iluminismo.

c) A frase na bandeira mineira, que em português significa: “Libertas que será também”, influencia a população a proclamar a Independência do Brasil.

d) O triângulo mineiro se justifica na bandeira do estado pelo evento histórico ocorrido naquelas terras:  a proclamação da república de 15 de Novembro de 1889.

e) Todas as alternativas estão corretas.

 

Correção 1EM FILO APP1 2o.Bim

  1. A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela está contido o pensamento: “Tudo é um”. (Friedrich Nietzsche, “Os filósofos trágicos”, in: Os pré-socráticos,  Col. Os pensadores. São Paulo, Abril Cultural, p. 16)

a)    (1,0) Que denominação se dá ao primeiro grupo de filósofos responsáveis por tais proposições?

R: Pré- Socráticos

b)    (1,0) Como os filósofos gregos chamavam a preocupação exposta na primeira razão do trecho acima?

R: Cosmologia

As discussões iniciais sobre Lógica foram organizadas por Aristóteles no texto conhecido como “Organon”, onde o filósofo sistematiza e problematiza algumas das afirmações que tinham sido feitas pelos pré-socráticos Parmênides e Heráclito.

  1. (2,0) Descreva uma contrariedade entre as posturas filosóficas de Parmênides e Heráclito.

R: Enquanto Parmênides prega a imutabilidade da natureza e a trata como ilusória, Heráclito é partidário do conceito de que tudo flui, ou seja a natureza é um movimento constante.

“Tudo flui”, dizia Heráclito. Tudo está em movimento e nada dura para sempre. Por essa razão, “não podemos entrar duas vezes no mesmo rio”.(GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. São Paulo: Cia das Letras, 1995)

  1. (2,0)  Justifique a afirmativa, ou seja, por que o filósofo afirma categoricamente a impossibilidade de se entrar por duas vezes no mesmo rio?

R: Dado que na segunda vez, devido a mutabilidade natural, o rio já não é o mesmo, tão pouco o homem é o mesmo. Experiências e correnteza alteram a substância inicial.

Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará.(Como uma onda, Lulu Santos e Nelson Motta)

4. (2,0)  Associe o trecho da canção acima a uma corrente filosófica e a um filósofo.

R: Pré-Socráticos; Heráclito.

“Tales foi o iniciador da filosofia da physis, pois foi o primeiro a afirmar a existência de um princípio originário único, causa de todas as coisas que existem, sustentando que esse princípio é a água. Essa proposta é importantíssima… podendo com boa dose de razão ser qualificada como a primeira proposta filosófica daquilo que se costuma chamar civilização ocidental.” (REALE, Giovanni. História da filosofia: Antigüidade e Idade Média. São Paulo: Paulus, 1990. p. 29.)

5. (1,0)  A filosofia surgiu na Grécia, no século V a.C. Seus primeiros filósofos foram os chamados pré-socráticos. De acordo com o texto, assinale a alternativa que expressa o principal problema por eles investigado.

a)    A ética, enquanto investigação racional do agir humano.

b)    A estética, enquanto estudo sobre o belo na arte.

c)     A epistemologia, como avaliação dos procedimentos científicos.

d)    A cosmologia, como investigação acerca da origem e da ordem do mundo.

e)    A filosofia política, enquanto análise do Estado e sua legislação.

Alt: D

6. (1,0) Pode-se dizer que o conjunto das ideias sofistas se opõe ao propósito teórico dos pré-socráticos no tocante a que:

a)    os sofistas não defendem a possibilidade de verdades universais e os pré-socráticos buscam o princípio de todas as coisas. 

b)    os sofistas especulam sobre a origem de todas as coisas e os pré-socráticos admitem a possibilidade da verdade.

c)     os sofistas investigam o homem buscando saber por que tudo é como é e os pré-socráticos voltam-se para a physis ocupando-se com saber sobre o indivíduo.

d)    os sofistas entendem que a linguagem representa a realidade e os pré-socráticos buscam as regras da linguagem.

e)    Todas estão corretas.

Alt: A

 

1MA – 1MB – Gabarito de exercícios propostos (Grécia/Roma)

F1 – M9 – Pg. 36

2.

a) A proibição da escravidão por dívidas.
b) Sólon

5. B

 

F1 – M10 – p.39/40

2. A formação da cultura helenística, marcada pela fusão da cultura grega com a oriental, e a fragmentação do Império Persa, causada pelo fim do poder centralizado em um rei persa.

3. B

4. E

6. B

7. A

F1 – M11 – p.43

1. Roma, segundo o poeta Virgílio, foi fundada por Rômulo e Remo, tendo sido Rômulo o primeiro rei lendário da cidade. Historicamente, podemos dizer que Roma se originou de uma fortificação construída pelos habitantes do Lácio, para se defenderem das incursões etruscas.

3. O rei dependia do Conselho dos Anciãos (Senado). A Assembleia Curiata votava as leis e aprovava a guerra.

5. A

F1 – M12 – p.45/46

1. A

2. Cônsules: principais magistrados, eram os verdadeiros chefes da República, com a função de comandar o Exército, convocar o Senado e presidir cultos públicos; questores: exerciam a administração do erário público e o recolhimento dos impostos;
censores: antigos cônsules, escolhidos a cada cinco anos, sendo suas funções elaborar o álbum senatorial, fazer o recenseamento dos cidadãos e zelar pela moral pública.

3. a) As lutas sociais, pelas quais a plebe reivindicou melhores condições de vida e igualdade de direitos.

b) A Lei Licínia proibia a escravidão por dívidas; os Tribunos da Plebe defendiam os interesses dos plebeus no Senado, podendo vetar as leis que fossem contra os interesses da classe.

4. Apesar de a palavra “república” (do latim res publica) significar “coisa pública”, na realidade os patrícios detinham o controle do poder político no Senado, por meio das magistraturas, e na Assembleia Centuriata

7. C

F1 – M13 – p. 48/49

1.A Primeira Guerra Púnica (264-241 a. C.) ocorreu em razão da disputa pelo controle da Sicília; ao final, Roma obteve – além da Sicília – Córsega e Sardenha.

Na Segunda Guerra Púnica (218-202 a. C.), Roma recebeu o controle sobre o norte da África e a Espanha.

Na Terceira Guerra Púnica (150-146 a. C.), Roma derrotou Cartago e passou a controlá-la.

2. A

3. Ao final dessa primeira grande expansão, Roma tornou-se um vasto império, a cujas necessidades políticas o Senado não conseguia atender.

5. A

F1 – M14 – p. 52

1. a) Ao final da República, no período das guerras civis; a luta entre Mário e Sila deu-se entre 88 e 83 a. C.

b) Eram generais romanos vitoriosos em campanhas no norte da África e no Mar Negro; Mário, eleito cônsul por seis vezes consecutivas, foi deposto por Sila, que governou como ditador.

4. B

5. A

6. A

F1 – M15 – p. 54/55

2. A presença do Exército nas províncias do Império para garantir os interesses romanos.

5. A

6. A

F1 – M16 – p. 59/60

1. Foi o Edito realizado pelo imperador Constantino, que legalizou o cristianismo no Império, proibindo as perseguições.

2. a) Os cristãos negavam a autoridade divina do imperador e também não aceitavam a exploração do trabalho escravo.

b) Geograficamente, o Império Romano não possuía fronteiras internas; a resistência aos sofrimentos impressionou os pagãos, que se converteram ao cristianismo.

3. A

5. D

7. E

F2 – M4 – p. 82/83

2. Porque, durante o governo de Péricles, houve um grande estímulo à produção artística, quando se desenvolveram várias formas de arte. Por este motivo, Atenas se transformou em um centro de referência da cultura grega.

4. A

F2 – M6 – p. 91

2. O arco e a abóbada.

6. B

F2 – M7 – p. 96

6. C